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Flor Menina


Esperança

 

 

Ela se chamava Esperança. Era mulher feita, vivida, passada nas dores. Mas o nome lhe fazia jus.

Sofresse o que sofresse, Esperança mantinha guardado dentro de si um vasto continente de terras virgens – e sempre que algum desbravador aparecia, com a palavra certa e a oferta esperada, esse continente se abria, cheio de delícias, cheio de riquezas, cheio de amores.

Era um sem fim de gozo. Tudo ali, à mão do desbravador. Esperança se dava como se nunca houvesse sido de outro. Como se nunca houvesse doído. Como se nunca houvesse morrido.

Esperava o amor verdadeiro. Esperava o abraço de plena aceitação.

Esperava.

Esperava.

Esperava.

Dizem que esperança é a última que morre.

Esperança, a nossa heroína, morreu várias vezes. Mas o vasto continente de terras virgens que tinha dentro de si era a fênix que revivia a cada morte de amor matado.

Esperança esperou pelo amor verdadeiro e o abraço de plena aceitação até o último suspiro. Levou para o céu, mais confiante que nunca, a esperança de, ali, enfim, ser cultivada.

 



Escrito por Sheila às 14h39
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