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Flor Menina


Coisas de Salamanca que me farão falta...

 

1 – A missa na Iglesia del Espíritu Santo, mais conhecida como Clerecía. Foi nessa igreja, exemplo-mor do barroco na Espanha, que conheci o padre Miguel Ángel, responsável pela Pastoral Universitária de Salamanca. Um doce de pessoa, um modelo de sacerdote. Sua preleção, sempre repleta de sabedoria, se torna ainda mais emblemática no cenário em que é realizada, pois a Clerecía é um dos templos mais belos deste país. Esse majestoso patrimônio é administrado pela Universidad Pontificia de Salamanca, também responsável pela pastoral – que foi um porto seguro em minha estadia espanhola.

 

2 – A Plaza Mayor, belíssima. Passo por ela mil vezes e nunca me canso de admirá-la. É a mais bonita da Espanha, dizem. Não conheço todas (em tudo quanto é cidade espanhola tem uma), mas não duvido de que seja verdade. É realmente única, um ponto de encontro de salmantinos e estrangeiros, o coração da cidade e o seu mais forte cartão de visita. A Plaza Mayor de Salamanca fervilha. E é muito “coqueta”, como bem classifica o padre Miguel Ángel, filho orgulhoso desta urbe.

 

3 – A Calle Van Dyck, com seus inúmeros bares de pinchos. São esfumaçados, lotados e cheiram a fritura – mas têm bocadillos, montaditos e tapas deliciosos e baratos! Quantas vezes fui ali? Nem conto. Entrar e sair desses bares, degustando os bocados que eles oferecem e pisando em tapetes de guardanapo e piolas de cigarro (o bar com mais guardanapo sujo no chão é o mais concorrido) é algo obrigatório de se fazer em Salamanca. E é sempre uma diversão.

 

4 – A segurança. Nossa, como isso me fará falta! Não existe nada melhor do que caminhar pelas ruas sem medo de ser assaltada, ou dormir sem o perigo de alguém invadir seu apartamento, ou ainda dirigir sem cair em desespero na hora de parar num semáforo. Poder sair à noite e voltar pra casa de madrugada, a pé, na maior tranqüilidade do mundo, é fantástico. Claro que, aqui e ali, acontecem coisas más. Não é o paraíso terreno. Mas nem se compara à loucura que se vive hoje no Brasil... Pobre do meu país!

 

5 – A possibilidade de conhecer muitas coisas lindas, nos arredores de Salamanca, em outras províncias da Espanha ou no resto da Europa. Estar aqui, tão perto de tudo, é uma sensação ótima. Pena que nem sempre o bolso (e também o tempo, afinal, eu vim aqui pra estudar) acompanha a vontade de conhecer tudo, né? Ainda assim, eu até que viajei uma coisinha. Queria ter viajado muitíssimo mais, mas... Sonhar também é um ótimo exercício! E quem sabe não virão outras oportunidades?

 

6 – O contato diário e constante com a língua em estudo. Os diferentes sotaques, a entonação, as expressões típicas espanholas, os gestos ao falar – enfim, tudo é um laboratório maravilhoso para aprender mais sobre o idioma. Certamente, um bocado de coisa se perderá com a falta desse contato. Para preencher um pouco esse vazio, a solução será recorrer a rádios e tevês espanholas. Embora não seja o espanhol que se ouve na fila do supermercado ou enquanto se espera o sinal abrir, será um espanhol falado por espanhóis.

 

7 – Os amigos que fiz aqui... Ai, ai... Nesse ponto eu nem me estendo, porque dá uma pontadinha na boca do estômago que prefiro evitar. Sentirei muita falta de todos. Ainda bem que há a possibilidade de reencontrar muitos deles no Brasil, embora não seja na mesma situação e no mesmo ambiente – mas serão as mesmas pessoas, e é isso que realmente importa!

 

Até mais, Salamanca! Obrigada por tudo o que você me ensinou, bela cidade!

 

:-)

 

 



Escrito por Sheila às 10h06
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