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Flor Menina
 


Coisas simples que amo

 

 

Saio para passear com Beto e o seu velho cachorro, depois do jantar. O caminho é sempre o mesmo, uma rua por onde, àquela hora, transitam poucos carros e pessoas, com alguns canteiros floridos e calçadas estreitas.

No meio desse caminho, atravessamos uma pequena ponte. Lá embaixo, em meio ao breu da vegetação ribeirinha, um espetáculo de encanto e luz: centenas de vagalumes piscam as bundinhas luminosas e fazem festa no riacho que desce de montanha longínqua.

Que visão mágica! Que mergulho no passado! Aquelas pequenas fadinhas voando e luzindo me trazem a infância e seus doces sonhos de volta, ainda que por alguns breves instantes...

As brincadeiras com os amigos da rua, em terreno baldio cheio de arbustos... A correria pra pegar os bichinhos luminosos…O cheiro da terra molhada... Os risos… A lua cheia… O badalo do sino da matriz…

Não há como não ser nostálgico diante de um enxame de vagalumes. Só quem não teve contato com a natureza durante a meninice...

 



Escrito por Sheila às 12h42
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Histórias que não ninam - Parte I

A menina toda a tarde esperava para dar uma volta na roda-gigante. A família não a deixaria ir sozinha. Era pequena, não tinha irmãos mais velhos ou amiguinhos naquela cidade que apenas visitava. E então apareceu o “conhecido”. Perguntou se a menina queria dar uma volta no brinquedo e, como todos confiavam nele, ela foi. Mas alguma coisa aconteceu. Ela não se lembra, mas sabe que alguma coisa aconteceu. Sempre que recorda aquele dia, uma sensação esquisita lhe toma o peito. O “conhecido” era famoso pelas conquistas amorosas, mas quem imaginaria que sua gana baixaria a tal torpeza? Além de tudo, ele era “conhecido”! Mas alguma coisa aconteceu naquela cadeira de roda-gigante, onde estavam só ela e ele. E nunca mais a menina, mesmo depois de mulher feita, confiou no “conhecido”. Com ele, jamais ficou sozinha outra vez.



Escrito por Sheila às 19h21
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Once upon a time…


There is a place for where nobody goes, only I. It is a lo
vely place, where a river of crystal waters runs beyond a verdant valley, full of flowers... There’s a delighted wood, where adorable creatures live and where I walk and find myself. There are mountains with snowed peaks and there is a blue sky, where the birds, each one of a prettier and brilliant color, do pirouettes and fly around the rainbow. I dance and sing, I am free and happy...

 



Escrito por Sheila às 10h22
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